quinta-feira, 25 de setembro de 2014

[Matéria Especial] Alunos do 8º ano do I.E. Cônego Nestor e bolsistas conversam sobre a "origem do voto feminino no Brasil"


Uma conversa diferente, porém, muito significativa... 

Por Danilo Santos

Hoje em dia não é nada fácil falar com a garotada sobre assuntos que geram pouco ou nenhum interesse em saber a respeito e também se fazer parte do contexto e em falando de direitos políticos aí é que o trabalho se torna mais árduo ainda. 
Com a proposta da temática do subprojeto em abordar conteúdos sobre cidadania em rodas de conversas com os alunos das escolas parceiras, os bolsistas se muniram de material teórico e prático e foram a campo. O objetivo principal era além de levar conhecimento para eles, era ter um rendimento satisfatório nesta atividade para servir de alicerce para outras futuras atividades que ainda serão desenvolvidas, evidenciando diversos subtemas que fazem parte da discussão geral da temática principal. E os resultados foram os mais diversos possíveis, claro. 
Na última sexta feira, dia 19/09, foi proposto para os alunos do 8º ano do I.E Cônego Nestor, assim como também para os alunos da Esc. Mun. Nilza Coelho Lima, mais uma leva dessas atividades e a participação dos alunos foi de forma bastante variada.  Na roda de conversa ministrada por mim, autor desta matéria, em comunhão com a bolsista Paula Braga, decidimos conversar com eles sobre a história e os dados da origem da participação política do público feminino no Brasil.  A participação dos alunos nesta conversa foi sortida, muitos até tentaram esboçar logo alguma opinião a respeito do que estava sendo discutido e outros prefeririam observar silenciosamente o que nós ministrantes expomos oralmente durante a atividade. 



A leitura coletiva de um texto e a exibição de vídeos ajudaram não só a elencar o que propomos a ele, como também fixar o assunto e criar opiniões. Nosso interesse principal era ouvi-los sobre o que pensavam e ter também a participação deles. E tivemos. Através da escrita, eles expuseram suas opiniões a respeito do assunto e também da atividade; umas bem embasadas até e outras mais particulares. 
O resultado final da atividade foi tão surpreendente para nós, que nos encheu de esperança e mostrou que nem tudo estava perdido. Ainda. Sabemos a longo prazo que "os jovens são o futuro da nação" e ouvimos diariamente alegarem que os jovens de hoje já não possuem os mesmos valores dos de antigamente, mas, nos perguntamos: "devemos deixa-los a Deus dará?" A resposta é lógica. Não e não!
Ao ter ali em suas mãos vários papéis rabiscado com palavras não tão corretas ortograficamente falando, porém, mesmo que pouco, mas com palavras que faziam sentido e que do pouco momento que passamos com eles vislumbrarmos que o que falamos a eles, de certa forma entrou em suas cabecinhas, sendo que tão poucos tem esperança de que isso verdadeiramente aconteça é evidentemente revigorante. 
Saímos de lá com a sensação de dever cumprido, literalmente falando, porque sabíamos que mesmo que daqui a cinco minutos eles tenham esquecido tudo o que conversamos ali, também sabíamos que um dia, eles iriam ouvir falar de algo a respeito e lembrar do que falamos e principalmente também do que eles disseram. O conhecimento uma vez plantado, cuidando dele da melhor forma possível, ele tende a brotar e arvorecer e acredito que fizemos isso, agora nos cabe cuidar. 

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