Coordenadores participam do 6º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária realizado na capital paraense.
Por PIBID Humanas
Os coordenadores do subprojeto estiveram na penúltima semana do mês passado em Belém do Pará, participando do 6º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU). Muitos extensionistas de várias partes do país embarcaram rumo à capital paraense para também participar do evento, levando na bagagem seus projetos, trabalhos e suas experiências adquiridas nos seus respectivos e vários projetos de extensão.
Além dos coordenadores do subprojeto de Ciências Humanas, vários extensionistas também do Campus de São Bernardo foram também à Belém para mesma empreitada, obtendo um desenvolvimento aproveitável de suas experiências lá.
Dedicadamente, a Prof.ª. Dra. Alina Miranda, coordenadora do subprojeto, nos relatou um pouco da sua experiência adquirida lá durante o evento, juntamente com o Prof. Dr. Wandeílson Miranda.
Ela escreveu:
"[...] O Campus São Bernardo, nascido em setembro de 2010, tem, desde seu início, trabalhos de extensão universitária. Como professora do Curso de Ciências Humanas, é o segundo projeto de extensão que proponho e faço parte da equipe executora, ambos aprovados pela PROEX. Sempre em parceria com outros professores, o primeiro projeto (executado 2011-2012, renovado ainda por 2012-2013) esteve voltado, enquanto público-alvo, para professores da rede municipal; enquanto tema, para a observação da organização da História da África e da diversidade em geral, no currículo escolar do município. O atual projeto de extensão, enquanto público-alvo, está voltado para alunos do ensino fundamental (8º e 9º ano) e médio (2º e 3º ano), e enquanto tema, voltado para a melhor organização e atualização da disciplina História no currículo escolar, especialmente com o uso do objeto “música” para repensar a história, a história do Brasil, a história da música popular brasileira. Este último é um trabalho que apenas se inicia e não ocorreria sem a parceria dos professores que estão envolvidos na ação: Prof. Tedson Braga, Prof. Wandeílson Miranda, Prof. Cristiano Oliveira e Prof. Paulo Rios Filho.
Diante desta experiência e trabalho em desenvolvimento, participei como
coordenadora de projeto de extensão do 6º CBEU - Congresso Brasileiro de
Extensão Universitária, ocorrido em Belém-PA, entre os dias 19 e 22 de maio.
Importante ressaltar que o Projeto “Acordes
historiográficos”: história e música na escola atua em parceria com outro
projeto, coordenado pelo Prof. Wandeilson Miranda – Filosofia e Música: diálogos interdisciplinares, que também foi
socializar seus resultados. A participação foi importantíssima, no meu ponto de
vista, não só porque 1) promoveu socialização de resultados dos projetos; 2)
contou com a participação dos bolsistas e voluntários das ações (cuja
participação e empenho também são indispensáveis para a concretização do
mesmo), promovendo aprimoramento científico e amadurecimento profissional e
docente para os envolvidos. A importância de ter participado deste evento
deu-se, sobretudo, porque este congresso teve um perfil diferenciado, afinal, a
extensão universitária não é só projeto de extensão com a comunidade, mas
também uma perspectiva de pensar a própria comunidade acadêmica que congrega
várias pessoas do entorno, do município onde ela se localiza, do Estado, do
país da qual ela faz parte. Então, foi um congresso onde vi pessoas discutindo
a universidade, seus avanços, suas dificuldades, e presenciei a troca de
ideias, a socialização dos desafios e suas soluções para melhorar a política de
extensão que está, como disse, para além de ações de projetos particulares. Uma
das modalidades em que apresentei trabalho, denominada “Roda de conversa”, foi muito
proveitosa. Professores envolvidos com a extensão do Brasil todo reuniram-se
para debater. Destaque para a metodologia: a proposição de como o debate iria
ocorrer ocorreu no momento da reunião, não havia coordenadores, apenas os
professores reunidos, que com suas experiências e ideias, faziam o debate
acontecer, tomando nota das questões importantes que deviam ser discutidas em
outras reuniões, especialmente no Fórum
de Pró-Reitores de Extensão. Apesar do caráter de “gestão” de alguns
debates, apesar da presença nessas rodas de muitos pró-reitores e outras
pessoas que no momento estão nos cargos que colaboram com as atividades
extensionistas, aquele momento de Roda de Conversa reuniu professores, e apenas
professores, professores que estão na gestão porque tem acúmulo de experiências
e ideias, tem trabalho realizado pela universidade: não são gestores de
ocasião, são gestores com solo no bom trabalho desenvolvido. Vi a grande
importância da atuação docente no aperfeiçoamento dos serviços da universidade,
vi que são os docentes que fazem a base da extensão e da própria universidade.
Quem quer que esteja em qualquer cargo de gestão é, no final, um simples
professor, e como tal, neste congresso, mostrava sua preocupação com a
universidade como uma política, como um serviço prestado no presente e para o
futuro... e fazia isso através de ideias desenvolvidas, de projetos executados,
de diálogos e de trocas com os professores de cada um dos campi, sede ou não,
por todo o Brasil. Vi pessoas que reconhecem os problemas que vivenciamos
enquanto instituição de ensino, mas que mostravam disposição para transformar,
para ouvir o outro, a experiência do outro, para aprender com ela, tirar proveito
dela em benefício DA UNIVERSIDADE. Vi que a política de expansão das
universidades traz muitos desafios e eu, enquanto coordenadora e partícipe de
ação de extensão de um campus fruto da expansão, pude socializar a experiência
do Campus UFMA São Bernardo que já nasceu, como iniciei dizendo, com projetos
de extensão. Pude destacar que enquanto os campi-sede estão trabalhando para
recolocar a importância da extensão em relação ao ensino e à pesquisa, estão se
esforçando para aprender a dialogar com a comunidade no entorno do seu espaço
físico – porque esses campi-sede se ergueram, muitos deles, com muros que, no
fim, criam separação e distinção entre esta e seu entorno – pude argumentar que
independente de muros, independente de qualquer distinção histórica que afirma
que a universidade é “elitista”, a expansão universitária pode recolocar esse
debate, pode reposicionar o papel da universidade, pode fazer com que ela se
construa aprendendo com erros históricos e portanto, pode se construir com o
diálogo desde o início, diálogo difícil, mas possível. E possível se, e somente
se, tiver empenho dos docentes, tiver ideias a serem postas em prática, tiver disposição
para a troca e para a ação, ação desse sujeito, o professor, o professor
consciente de que seu trabalho é sempre em rede, depende dos outros colegas
(não só para fazer interdisciplinaridade, mas para trazer ideias, volume,
entusiasmo), e dos discentes que passam pela universidade e colaboram
muitíssimo com a consolidação do seu papel de fortalecedora do debate. No fim,
a participação neste congresso foi mais uma motivação para continuar o trabalho
ciente da importância do papel do professor, reforçando mais uma vez que a
universidade é construída com e por este profissional, sempre, claro, associado
a outros sujeitos que garantem a importância de todos e do debate. Foi bom ver
que Brasil afora isso ainda ocorre, foi bom conhecer professores que dedicam a
vida à universidade e que estão cheios de ideias, de experiência. Foi bom saber
que temos esse caminho e esse exemplo a seguir, a despeito da atual evidência
dada a “professores”, alguns já velhos e pobres em experiência democrática,
outros jovens e lamentavelmente corrompidos, servindo de cemitério de ideias
frouxas e tirânicas, que por ora predominam em alguns espaços que querem se
constituir enquanto um espaço universitário no real significado e sentido desta
expressão. Por tudo isso, o congresso, como deveria ser, conseguiu atingir seu
objetivo de congregar ações extensionistas do país inteiro, promover a troca e
manter o entusiasmo e o aprendizado: isso é muito importante, todos que se
envolvem com o ensino, com as instituições de ensino, tem sempre a oportunidade
de aprender, e isso é salutar.
Vamos em frente! Sempre grata pelas colaborações recebidas, de alunos
bolsistas e voluntários que se interessaram e se empenharam com os projetos (Maria José
Portela Silva, Keliane da Silva Viana, Ronilson de Oliveira Sousa, Fernanda
Ítala Messias de Sousa, Nathana Diniz Santos, Marta dos Santos Almeida, Fabiana
Teixeira Souza, Francisco Alves Rodrigues Filho, Jeane Oliveira da Silva,
Claudete Monteiro de Oliveira, Katricyane de Maria Santos da Silva, Keline da
Costa Brito, Thaís Luana de Souza Francisco, Maria Leonara Oliveira, Wélida
Quirino Pereira, Eline Costa Brito), e de professores, cuja
disponibilidade e generosidade reforçam e engrandecem as ações. Agradeço a
todos, em particular ao Prof. Tedson Braga, por reorientar o projeto e fazê-lo
acontecer e ao Prof. Cristiano Oliveira, por nos contemplar, com seu trabalho,
especialmente com os arrebatadores recitais solo de violão clássico."
Os coordenadores estiveram junto com a equipe executora das ações de extensão nos seguintes trabalhos:
“Filosofia e
Música: a arte de pensar”, na modalidade comunicação, do Prof. Wandeílson
Miranda.
“Filosofia e
Música: Diálogos Interdisciplinares”, na modalidade Roda de Conversa, de
Thaís Luana de Souza Francisco, Katricyane de Maria Santos da Silva, Claudete
Monteiro de Oliveira (voluntárias do projeto Filosofia e Música).
“A construção da
identidade histórica cultural brasileira através de um recorte histórico-social
fornecido pelo desenvolvimento e disseminação da célula rítmica ‘tresillo’”, inscrito na
modalidade Oficina de Nathana Diniz Santos, Fabiana Teixeira Sousa, Maria José
Portela Silva (bolsista e voluntárias do projeto Acordes historiográficos).
“Música nas escolas públicas de São Bernardo-MA: perspectivas
e desafios”,
inscrito na modalidade Roda de Conversa, de Fernanda Ítala Messias de Sousa e
Maria Leonara Oliveira (voluntárias do projeto Filosofia e Música)
“Importância e entraves de ações de extensão na
escola”,
na modalidade Roda de Conversa e “Música
na historiografia e na escola: interdisciplinaridade e inovação”, na
modalidade Comunicação, da Profª. Alina Silva Sousa de Miranda.

Nenhum comentário:
Postar um comentário